O cântico em jeito de anedota (ou o contrário)
O nosso personagem de empréstimo possuía um singular nome próprio - era singular mas era dele, como qualquer coisa comprada ou herdada - e esse nome era Borsday, um nome com uma sonoridade eslava ou germânica e com a terminação musical do nome de um súbdito de Sua Majestade a passear até ao farol com Virginia Woolf sob um chapéu de sol. Borsday mantinha há longos anos uma relação tranquila com uma jovem da sua circunscrição e um dia marcaram data para o casamento. Acordaram que ambos escreveriam um texto seu para lerem um ao outro diante da família e dos convidados. A noiva alinhavou o dela a partir de frases de diálogos de filmes melosos da Hallmark que ela via e revia em plataformas de streaming, Borsday não lhe ficou atrás e a composição dele era uma fusão caótica de versos que se lembrava de músicas tradicionais escocesas onde se cantava as mulheres peitudas de coxas gordas e a cerveja dos pubs cheios de fumo de tabaco. No dia da cerimónia e diante da mesa da consagração, a noiva q...