A consulente
A senhora moveu-se nervosamente na cadeira, estava irrequieta e mais a cada instante enquanto do outro lado da secretária o médico relia uma e outra vez as folhas com os seus exames que retirara de um envelope selado do laboratório. Ela levantou a mão direita e ajeitou sobre os ombros o casaco comprido que trazia sobre as costas. - Estou mal, Doutor? Há algum problema comigo? Ele fitou-o com uma encenada surpresa como se ela tivesse dito uma coisa absurda mas, ao mesmo tempo, talvez sentisse um pouco de alívio por ela ter iniciado o diálogo, o caminho que os dois teriam de percorrer a par. - As coisas não estão famosas e vo...